"Recuar na apreensão de carros doeu em Flávio Dino", diz Edilázio

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Assecom / Dep. Edilázio Júnior
10/05/2018 19h24 - Atualizado em 10/05/2018 19h35

Na sessão desta quinta-feira (10), o deputado estadual Edilázio Júnior (PSD) comentou a decisão do governador Flávio Dino (PCdoB) de “recuar na apreensão em massa de veículos, após pressão da oposição e desgaste junto à opinião pública”.

Para o parlamentar, editar o decreto que disciplina medidas educativas antes de uma eventual apreensão, “diferentemente do que ocorria até então nas ações da BPRV, doeu em Flávio Dino”.

“Eu já vi o governador fazer muita coisa por conta de votos, coisa que ele não gosta. Já o vi no Carnaval tocar tambor, andar de bicicleta, botar calção de banho e ir à praia, mas o que mais doeu nele foi suspender a apreensão dos carros e de motos, de maneira educativa, como ele diz”, disse.

O parlamentar fez uma relação da medida adotada pelo comunista com a proximidade do período eleitoral e questionou o fato do governo não ter adotado a mesma postura em relação aos proprietários de veículos devedores de licenciamento, desde o início do mandato, em 2015.

“Todos são unânimes: essa iniciativa do governador é extremamente eleitoreira. Ora, colegas, por que ele não fez isso no seu primeiro ano de mandato? Por que não em seu segundo ano de mandato? Por que ele não o fez em seu terceiro ano de mandato? E quando ele faz? Às vésperas das eleições, quando todas as pesquisas qualitativas apontam uma grande rejeição”, disse o deputado.

 E completou: “Ainda ontem, o governador batia na mesa do Palácio dos Leões e falava para o coronel Magalhães que queria apreensão de motos, de carros, que precisava de dinheiro, ter caixa, e esse batalhão da Polícia Militar arrochava o trabalhador”.

Edilázio afirmou que “apesar da medida ter sido adotada agora, o que em tese não proíbe novas apreensões, milhares de trabalhadores e pais de famílias foram prejudicados. Mais de 11 mil veículos já foram leiloados”.

“Quantos vinham da roça trazendo seu sustento e tiveram sua moto tomada? Quantos tinham a sua moto para levar seu filho à escola e passaram a levar de ônibus ou andando? Senhor governador, vossa excelência deve desculpas a mais de 12 mil famílias. Deve se retratar com essas mais de 12 mil famílias que optaram por pagar seu plano de saúde em vez do IPVA, porque nós não temos saúde pública; que optaram em pagar a matrícula da escola do seu filho e não pagar o IPVA do seu veículo”, concluiu.


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